Sequestro de comerciante luso chega ao grande ecrã

A película de Oscar Rivas Gamboa recria o caso do rapto de João dos Santos Correia

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No quadro da pujante oferta da indústria cinematográfica nacional surge a longa-metragem “Muerte Suspendida”, um filme policial repleto de momentos de acção e suspense baseado nos factos que rodearam o sequestro de João dos Santos Correia.

Este caso remonta a 2012, quando chegou ao conhecimento do público que um cidadão de origem portuguesa havia sido mantido sob sequestro durante onze meses, numa pequena habitação subterrânea, a três metros de profundidade, numa zona montanhosa do município Naguanagua, no Estado de Carabobo.

Elementos da Brigada de Assuntos Especiais do Cicpc deram as boas-vindas aos espectadores na estreia da obra assinada por Oscar Rivas Gamboa, na qual se destaca mais o discurso institucional que a história original. O filme narra a tragédia de “Bernandino Correia”, um homem de negócios, empresário e bom pai de família que é proprietário de várias postos de abastecimento, mas a sua boa fortuna muda quando é raptado por três sujeitos que trabalham para um sinistro chefe de origem colombiana.

Face ao sucedido, a esposa da vítima pede ajuda à Brigada de Acções Especiais do CICPC. A partir desse momento, três heróis anónimos deste corpo de inteligência, um comissário e dos inspectores, vão empenhar-se a fundo para resgatar a vítima com vida, o que vem a ser conseguido depois de onze longos meses de árduo trabalho policial.

“É cinema de guerrilha. Oscar Pérez, co-produtor e protagonista, foi quem fez o planeamento para demonstrar o esforço que é dedicado pela polícia. A ideia foi apresentada a José Gregorio Sierralta, director do Cicpc, que autorizou usar a imagem e demais equipamentos da corporação”, conta o cineasta, assegurando que o orçamento do filme rondou os 25 milhões de bolívares e que a organização policial não contribuiu com qualquer recurso económico para a rodagem.

Um dos protagonistas é o inspector Robles, interpretado por Óscar Pérez, detective do Cicpc com mais de 15 anos de experiência, que juntamente com o agente Galíndez (Claudio de la Torre), forma a dupla de investigadores do filme, no qual também se dá a conhecer equipamentos e rotinas de treino desta corporação policial.

Uma das cenas mais apelativas do filme é um ecrã de luz que serve para os inspectores estabelecerem hipóteses. Um mês depois do sequestro, por exemplo, concluem que os raptores viajavam noutro carro porque deixaram a carrinha do empresário abandonada no lugar dos factos.

O filme conta com as interpretações de Laureano Olivares, Antonio Cuevas, Marcos Moreno, Yahaira Orta, Zapata 666 e Asdrúbal Blanco, além do estreante Óscar Pérez, profissional com mais de 15 anos de experiência no CICPC.

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Editor - Jefe de Redacción / Periodista sferreira@correiodevenezuela.com Egresado de la Universidad Católica Andrés Bello como Licenciado en Comunicación Social, mención periodismo, con mención honorífica Cum Laude. Inició su formación profesional como redactor de las publicaciones digitales “Factum” y “Business & Management”, además de ser colaborador para la revista “Bowling al día” y el diario El Nacional. Forma parte del equipo del CORREIO da Venezuela desde el año 2009, desempeñándose como periodista, editor, jefe de redacción y coordinador general. El trabajo en nuestro medio lo ha alternado con cursos en Community Management, lo que le ha permitido llevar las cuentas de diferentes empresas. En el año 2012 debutó como diseñador de joyas con su marca Pistacho's Accesorios y un año más tarde creó la Fundación Manos de Esperanza, en pro de la lucha contra el cáncer infantil en Venezuela. En 2013 fungió como director de Comunicaciones del Premio Torbellino Flamenco. Actualmente, además de ser el Editor de nuestro medio y corresponsal del Diário de Notícias da Madeira, también funge como el encargado de las Comunicaciones Culturales de la Asociación Civil Centro Portugués.

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