Sol artificial à prova

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A ciência verde não pára e é bom saber que cientistas alemães anunciaram que superaram uma etapa chave na sua investigação para conseguir uma energia limpa procedente da fusão nuclear com o lançamento de um reactor. Esta experiência é conhecida coloquialmente como ‘sol artificial’.

Os físicos do Instituto Max Planck levaram cerca de nove anos a construir o dispositivo denominado ‘Stellarator’, que custa mais de 1000 milhões de euros, com o objectivo de desenvolver uma nova fonte de energia, gerada pela fusão de núcleos atómicos, tal como a que se produz naturalmente no coração do sol e da maioria das estrelas.

O ‘Stellarator’ funciona ao contrário das fusões nucleares, juntando ou fundindo núcleos atómicos, e o seu processo consiste em submeter átomos de hidrogénio a temperaturas de até 100 milhões de graus centígrados, para que os seus núcleos se fundam até produzir energia.

O primeiro plasma de gelo formado na máquina de 16 metros de largura manteve-se uma décima de segundo e alcançou uma temperatura de cerca de um milhão de graus, pelo que os cientistas tentaram prolongar a duração do plasma e determinar a melhor forma de produzi-lo.

A fusão nuclear é considerada como o santo graal das energias limpas, já que promete oferecer uma energia ilimitada e não apresenta os riscos associados à produção nuclear, com os seus imperativos de segurança e o problema dos desperdícios radioactivos.

Apesar de esta notícia surpreender muitos, esta não é a única máquina que procura dar resposta a esta situação. No sul de França foi criado o projecto Iter, que conta com o apoio de 35 países, mas que até ao momento se encontra parado devido a diversos problemas técnicos e de custos, apesar de a plataforma estar construída há mais de 10 anos.

Se os alemães conseguirem melhorar a experiência, sem dúvida alguma contaremos com uma energia muito mais limpa, no caso de o sol se apagar…

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