TAP, ensino e situação crioula em cima da mesa pelos Conselheiros da Venezuela

Seis membros da comunidade luso-venezuelana representam os portugueses perante o Governo de Lisboa

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Já passaram dois anos desde que os membros do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) foram eleitos. Este órgão consultivo do Governo português é composto por 80 membros de 50 círculos eleitorais e a sua principal função é velar pelos direitos e expor as necessidades ou problemáticas dos lusitanos que vivem nos vários cantos do planeta.

Como era de esperar, a temática da situação vivida na Venezuela ao longo dos últimos meses desempenhou um papel fundamental neste CCP, onde Maria de Lourdes Almeida, Fernando Campos, Antonio De Freitas, Carlos Freitas, Fátima de Pontes e Leonel Moniz Da Silva, conselheiros eleitos pelo país sul-americano, levantaram as suas preocupações e emitiram opiniões, a fim de fazer propostas e recomendações tendo em conta as necessidades dos portugueses que vivem nas terras de Bolívar.

Embora, quando foram eleitos, tenha havido muito desânimo devido à baixa participação, que quase não excedeu 2% do total de votantes, os atuais conselheiros da comunidade luso-venezuelana têm desempenhado um papel importante. As necessidades relacionadas com o ensino da língua portuguesa, a situação preocupante da TAP e o crescente medo da crise política, económica e social que se vive no país e que originou uma onda de emigração para as terras ibéricas são apenas algumas das temáticas expostas ao CCP.

António de Freitas: Este conselheiro tem experiência no CCP, participa na Comissão Temática para as Questões Sociais e Económicas e dos Fluxos Migratórios, pelo que tem orientado a sua participação na luta social e o acompanhamento das comunidades no interior do país.

Entre as suas vitórias, está o acompanhamento das jornadas consulares em diversos estados da Venezuela como Bolívar, Anzoátegui, Nueva Esparta e Amazonas, entre outros, assim como noutros territórios como Aruba e Curaçau.

Carlos de Freitas: Conselheiro principal na Comissão Temática para as questões consulares e da participação cívica e política, para além de ser suplente na Comissão Temática para as questões sociais e económicas e dos fluxos migratórios. Tem mantido uma posição de luta pelos direitos consulares dos cidadãos lusos, expondo também a sua preocupação perante a situação do país.

Fernando Campos: Presidente da Comissão Temática para o Ensino do Português no Estrangeiro, da Cultura, do associativismo e da comunicação social. Tem tido um papel ativo no que se refere ao ensino da língua portuguesa.

Devido à situação política, social e económica que a Venezuela vive, Fernando Campos tem tido um papel importante nos apoios a pessoas carenciadas.

Maria Lourdes de Almeida: Membro do Conselho Permanente, esta conselheira defendeu um maior apoio aos luso-venezuelanos, perante a difícil situação que se vive no país. Tem-se destacado em várias lutas, nomeadamente no que diz respeito ao aumento do número de casos de carenciados, ao aumento dos pedidos de documentos portugueses e ao crescente número de portugueses e lusodescendentes que estão a regressar a Portugal ou a emigrar para outros países.

Também se tem debatido em torno da problemática da TAP, a impossibilidade de viajar devido aos valores elevadíssimos das passagens aéreas entre a Venezuela e Portugal, a lei de recenseamento, a lei da nacionalidade e o ensino do português.

Fátima de Pontes: Membro da Comissão Temática sobre Assuntos Consulares e Participação Cívica e Política, garante que os conselheiros da região ocidental do país têm feito um trabalho positivo. Em Portugal e no Brasil tem chamado muito a atenção pela situação do país, onde tem tido a oportunidade de falar sobre o que acontece na Venezuela.

Leonel Moniz: Este conselheiro, membro da Comissão Temática para o Ensino do Português no Estrangeiro, da Cultura, do associativismo e da comunicação social, desempenhou um papel proeminente no acompanhamento dos negócios pilhados no centro-oeste da Venezuela, bem como nos processos de assistência social, à procura de oportunidades de negócios para empreendedores portugueses e a maior presença das autoridades portuguesas na região nas suas viagens à Venezuela. Diz que estão a trabalhar em prol do bem-estar dos cidadãos.

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Editor - Jefe de Redacción / Periodista sferreira@correiodevenezuela.com Egresado de la Universidad Católica Andrés Bello como Licenciado en Comunicación Social, mención periodismo, con mención honorífica Cum Laude. Inició su formación profesional como redactor de las publicaciones digitales “Factum” y “Business & Management”, además de ser colaborador para la revista “Bowling al día” y el diario El Nacional. Forma parte del equipo del CORREIO da Venezuela desde el año 2009, desempeñándose como periodista, editor, jefe de redacción y coordinador general. El trabajo en nuestro medio lo ha alternado con cursos en Community Management, lo que le ha permitido llevar las cuentas de diferentes empresas. En el año 2012 debutó como diseñador de joyas con su marca Pistacho's Accesorios y un año más tarde creó la Fundación Manos de Esperanza, en pro de la lucha contra el cáncer infantil en Venezuela. En 2013 fungió como director de Comunicaciones del Premio Torbellino Flamenco. Actualmente, además de ser el Editor de nuestro medio y corresponsal del Diário de Notícias da Madeira, también funge como el encargado de las Comunicaciones Culturales de la Asociación Civil Centro Portugués.

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