TAP viaja para a Venezuela com aviões de EuroAtlantic Gateway

Para além de ter deixado de vender passagens em bolívares e ter estabelecido unicamente voos diretos para Lisboa, a companhia aérea portuguesa agora deixa de enviar a sua frota mais moderna para Caracas

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Muitas têm sido as notícias que têm surgido nos últimos tempos em torno da TAP sobre as viagens para a Venezuela. Depois de ter deixado de vender passagens aéreas em bolívares, devido ao montante que o governo venezuelano tem em dívida e a limitação de voos diretos entre Caracas e Lisboa, depois de terem existido voos para a Madeira e o Porto, agora surgem novas preocupações para quem quer viajar para Portugal pela transportadora aérea.

No dia 7 de agosto, publicou-se nas redes sociais a notícia do suposto cancelamento dos voos da TAP Portugal para a Venezuela, publicada pelo jornalista Luis López no jornal El Nacional. Em declarações exclusivas ao CORREIO, os representantes da linha aérea em Caracas asseguraram que a notícia é falsa e que não se prevê abandonar este destino que liga ambas as nações há cerca de 41 anos.

Tap Portugal continua, assim, a operar os três voos diretos semanais entre Caracas e Lisboa, estipulados para as terças, sextas e domingos. Da mesma forma, o pessoal da linha aérea em Caracas indicou que embora a venda de viagens na Venezuela esteja suspensa (os passageiros só podem adquirir viagens desde o exterior com moeda estrangeira), os voos estão cheios.

No que se refere ao funcionamento da loja de representação na Venezuela, soubemos que tudo funciona normalmente. «O nosso pessoal continua a trabalhar como habitualmente. Atualmente, temos 25 trabalhadores, entre a sede de Chacao e o pessoal do aeroporto. A nossa tripulação está a ficar no Curaçau por uma questão de operacionalização interna relacionada com a gestão da tripulação; mas não é a primeira vez que isto acontece, pois já tinha acontecido entre os anos 2002 e 2004», garantiu a fonte.

A empresa já havia divulgado no início de agosto que as suas tripulações ficavam hospedadas em hotéis em Curaçao nos voos realizados para Caracas. “Logo que possível, por gestão de tripulações, voltamos a ficar em Caracas”, afirmou.

Outra notícia que se junta às dúvidas da população é o envio de aviões antigos de EuroAtlantic Gateway que não pertencem à frota atual da companhia, motivo pelo qual agora os usuários terão que viajar com menos conforto.

Desde que o EuroAtlantic Gateway se tornou acionista da TAP, atualmente com 45%, depois da renegociação com o Governo de António Costa, a companhia portuguesa avançou para uma renovação da frota e está a transformar as operações intraeuropeias em operações low cost. O Atlantic Gateway tem a gestão da companhia no dia-a-dia e que o Governo, que tem 50%, lhe tem permitido fazer o seu trabalho na maior parte das situações

A exceção assinalada é a continuação dos voos para Caracas, que a maior parte das companhias estrangeiras travaram. Segundo o FlightGlobal, o Governo português pressionou no sentido de a TAP continuar a voar para Caracas, o que a obrigou a fazer uma escala em Curaçau, para evitar que as tripulações tivessem que pernoitar na capital venezuelana.

 

TAP não vende bilhetes na Venezuela desde 2015

Em declarações citadas pela agência Bloomberg, o presidente executivo Fernando Pinto diz que a companhia só esta a comercializar bilhetes dos voos para a Venezuela, a partir de fora do país. Fonte oficial da TAP esclareceu entretanto ao Observador que a venda de bilhetes no país foi suspensa no início de 2015. “A TAP parou de vender bilhetes na Venezuela porque não recebia o dinheiro da venda” assegurou Pinto.

 

Companhia terá por repatriar 2.770 milhões de euros

Quase dois terços das companhias aéreas deixaram de voar para a Venezuela devido ao sistema de controlo cambial que vigora no país e a preços irreais das passagens, segundo a Associação de Linhas Aéreas da Venezuela (ALAV). Por outro lado, o Governo venezuelano deve 3.418 milhões de euros por conceito de capitais gerados pelas operações, que estão retidos na Venezuela. Entre as empresas afetadas, segundo a imprensa, está a TAP, que terá por repatriar 2.770 milhões de euros e que atualmente não vende bilhetes em bolívares.

 

Companhia aérea cresce nas ligações à Madeira e Açores

O número de passageiros da TAP bateu recorde em Agosto, com a companhia a transportar 1,42 milhões de pessoas em apenas um mês. No acumulado dos oito meses deste ano, a empresa registou um crescimento de 24,3%, com um total de 9,3 milhões de passageiros. Foi nas ligações à Madeira e Açores que a TAP mais cresceu, com um aumento de 29,5% face a Agosto do ano passado, atingindo um total de 133 mil passageiros.

 

TAP regressa ao passado e vai voltar a chamar-se Air Portugal

Humberto Pedrosa, um dos patrões da TAP e sócio maioritário no consórcio Atlantic Gateway com o brasileiro David Neeleman, confirmou à TSF a TAP vai recuperar o nome que teve até 2005. A designação Air Portugal vai ajudar a companhia a ganhar ainda mais visibilidade em mercados como o norte-americano.

A companhia aérea explica ao Jornal de Negócios que a TAP atravessa um momento de forte crescimento na América do Norte e, por isso, há uma necessidade mais forte de reconhecimento da empresa, mantendo a associação a Portugal.

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Editor - Jefe de Redacción / Periodista sferreira@correiodevenezuela.com Egresado de la Universidad Católica Andrés Bello como Licenciado en Comunicación Social, mención periodismo, con mención honorífica Cum Laude. Inició su formación profesional como redactor de las publicaciones digitales “Factum” y “Business & Management”, además de ser colaborador para la revista “Bowling al día” y el diario El Nacional. Forma parte del equipo del CORREIO da Venezuela desde el año 2009, desempeñándose como periodista, editor, jefe de redacción y coordinador general. El trabajo en nuestro medio lo ha alternado con cursos en Community Management, lo que le ha permitido llevar las cuentas de diferentes empresas. En el año 2012 debutó como diseñador de joyas con su marca Pistacho's Accesorios y un año más tarde creó la Fundación Manos de Esperanza, en pro de la lucha contra el cáncer infantil en Venezuela. En 2013 fungió como director de Comunicaciones del Premio Torbellino Flamenco. Actualmente, además de ser el Editor de nuestro medio y corresponsal del Diário de Notícias da Madeira, también funge como el encargado de las Comunicaciones Culturales de la Asociación Civil Centro Portugués.

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