Telhados verdes para a Colômbia…e para o mundo

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A Colômbia tomou a dianteira ecológica do nosso pedacinho de continente com uma estratégia ecológica que não está em nada desligada da realidade, e que para além disso é de fácil aplicação económica: São os telhados verdes, que ganham cada vez mais força nas zonas de escassos recursos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, são precisos entre 12 a 15 metros quadrados de zonas verdes por habitante para conseguir uma boa qualidade do ar, o que se torna num desafio em cidades muito povoadas como são as latinas, que não foram construídas tendo em conta todos os elementos necessários para a recreação e para o meio ambiente, tendo sido pouco planificadas.

No caso específico de Bogotá, que podemos utilizar como uma referência crítica em relação a Caracas, a referida cidade conta com apenas cinco metros quadrados de zonas verdes por pessoa, e nestes casos, os telhados convertem-se nos melhores aliados do meio ambiente.

No caso da Colômbia, não só se está a dar fôlego ao meio ambiente como se está também a proporcionar alimentos frescos aos habitantes destas zonas, que são maioritariamente de escassos recursos.

Como dado importante sabe-se que desde 1960 se retomou esta técnica na Alemanha, inventada há vários séculos por babilónios e vikings e que hoje se conhece como telhados verdes, que estão a ser explorados por várias empresas colombinas, centrando-se em zonas de excesso populacional e com escassos recursos sociais.

Calcula-se que se 3,6% dos telhados de Bogotá fossem verdes, seriam capturadas 100% das partículas dos carros da cidade, o que torna os telhados verdes num dos meios mais eficazes para fazer frente aos efeitos das alterações climáticas, aproveitar mais os espaços, ter melhores condições ambientais nas cidades e inclusive planeiam-se como medida para melhorar a habitabilidade e a segurança alimentar.

O que mais chama a atenção é que os telhados se podem fazer com garrafas recicladas, com cobertas plásticas especiais ou inclusive com uma espécie de almofada de relva natural que se estende na cobertura dos edifícios.

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