Tradições madeirenses renascem em Acarigua

0
81

As tradições madeirenses ganharam um novo fôlego esta semana no Estado venezueloano de Portuguesa, mais precisamente em Acarigua, capital do município de Páez. Tudo graças ao Centro Social Luso Venezuelano de Acarigua e à direção liderada por David de Jesus.

A pandemia de covid-19 atrasou os planos da direção, eleita há três anos, mas com o levantamento das restrições, foi possível começar a planear eventos mobilizadores da comunidade portuguesa na zona, maioritariamente formada por madeirenses. E o momento alto teve lugar no passado fim de semana, com a realização de uma grande festa em honra de Nossa Senhora de Fátima.

“Há 14 anos não celebrávamos este momento emblemático de maio, e o resultado foi espetacular. Uma experiência inesquecível”, assegurou ao JM Nelson Pereira, relações públicas e membro do Centro de Acarigua, observando que a festa principal reuniu duas de duas mil pessoas, entre portugueses e venezuelanos, vindos de várias partes do Estado e de outras zonas do país.

O grupo folclórico do Centro, que se encontrava desativado, foi recuperado e atuou nas festividades que foram preparadas segundo as tradições madeirenses, as quais nortearam também as comidas e bebidas servidas nos dias da celebração, que foi preparada com muito afinco desde há alguns meses por uma comissão constituída por mais de 50 pessoas.

“Com a ajuda dos mais velhinhos, voltamos a fazer as flores de papel e arame, a dançar o bailinho de novo e até a fazer um tapete de flores com mais de 200 metros que deixou muitos “descendentes impressionados com cultura dos pais e avôs que desconheciam”, descreveu Nelson Pereira, observando que os banderins com a cruz da bandeira da Madeira voltaram a sair à rua “30 anos depois”.

A direção liderada por David de Jesus sentiu que era imperioso retomar as tradições esquecidas e dá-las a conhecer aos mais novos. “A nossa comunidade é formada na sua grande maioria por luso-descendentes e nós sentimos que tínhamos de trabalhar, por sermos mais jovens e termos mais ânimo, para manter viva a cultura dos nossos pais e avós, que infelizmente estão a deixar-nos devido à idade», disse.

Dejar respuesta

Please enter your comment!
Please enter your name here