Uma região rica em cenários majestosos e de rara beleza

0
34

O arquipélago da Madeira encontra-se situado no Oceano Atlântico, distância que, traduzida em minutos, representa 90 minutos de voo a partir da cidade de Lisboa. Encontra-se entre 30° e 33° de latitude norte, quase à mesma latitude de Casablanca, a 978 km a sudoeste de Lisboa, cerca de 700 km a oeste da costa africana, e 450 km a norte das Ilhas Canárias.

Este arquipélago é formado pela Ilha da Madeira com uma área de 740,7 km², pelo Porto Santo com 42,5 km², pelas Ilhas Desertas com um total de 14,2 km², no conjunto das suas 3 ilhas desabitadas e ainda pelas Ilhas Selvagens cujo conjunto de 3 ilhas e dezasseis ilhéus desabitados detêm uma área de 3,6 km². Das oito ilhas, apenas as duas maiores (Madeira e Porto Santo) são habitadas, tendo, como principais acessos, o Aeroporto da Madeira no Funchal e o Aeroporto do Porto Santo.

Apesar de apresentar uma superfície pequena, a Madeira é rica em cenários majestosos e de rara beleza. A Região apresenta as suas localidades divididas pelo Funchal, a capital de todo o arquipélago, a Costa Leste (Santa Cruz e Machico), a Costa Oeste (Câmara de Lobos; Ribeira Brava; Ponta do Sol e Calheta), a Costa Norte (Porto Moniz; São Vicente e Santana) e o Porto Santo.

Funchal: uma capital de muitos encantos

Situado numa baía banhada pelo oceano Atlântico, na costa sul da ilha da Madeira, o Funchal é a capital do arquipélago da Madeira. Cidade com cerca de 600 anos, desde 21 de agosto de 1508, o Funchal deve o seu nome a uma erva bravia com cheiro adocicado, o “Foeniculum Vulgare”, tradicionalmente conhecida por funcho, que existia abundantemente na altura do seu povoamento.

 O Funchal constitui o maior centro turístico, comercial e cultural de todo o arquipélago da Madeira. A cidade oferece um vasto leque de atividades de lazer, desde visitas aos seus museus, igrejas e outros monumentos, passeios nos seus fantásticos jardins, na Marina do Funchal com o colorido das suas embarcações, compras e saídas à noite para bares e discotecas.

Em forma de anfiteatro, o concelho do Funchal alonga-se por uma encosta de grande extensão, desde o nível do mar até ao Pico do Areeiro, a 1818 m de altitude.

Calheta: Casa de nobres e cavaleiros

O concelho da Calheta localiza-se entre o sul e o extremo oeste da ilha da Madeira e a sua área, de aproximadamente 116 km², torna-o o mais extenso da Região Autónoma da Madeira. Aqui vivem cerca de 12 mil pessoas.

Duas circunstâncias diferentes estão ligadas à origem do nome Calheta: a primeira relata a existência de uma pequena baía que lhe serve de porto e que assistiu a João Gonçalves Zarco quando este pretendia ir para terra; a segunda deve-se ao facto de a vila ter sido um local onde os impostos sobre o açúcar e madeiras eram recolhidos.

O município da Calheta é o maior da Madeira em extensão. Foi a área escolhida por João Gonçalves Zarco, o descobridor da Madeira para fazer uma grande doação de terras ao seu filho João Gonçalves da Câmara e D. Beatriz Gonçalves.

A Calheta tornou-se vila 72 anos após a sua fundação, em 1 de julho de 1502, através de foral assinado pelo Rei D. Manuel I. Casa de nobres e cavaleiros, a região perpetua os seus nomes na toponímia local: Lombo do Doutor e Lombo do Atouguia.

Nesta localidade se situa o Centro das Artes “Casa das Mudas”, um projeto concebido em completa harmonia com a paisagem envolvente, que apresenta uma vasta oferta cultural. Aqui se realizam exposições de natureza diversa, peças de teatro, espetáculos musicais, conferências e muitos outros eventos.

São oito as freguesias que compõem o município da Calheta: Arco da Calheta, Calheta, Estreito da Calheta, Fajã da Ovelha, Jardim do Mar, Paul do Mar, Ponta do Pargo e Prazeres.

Porto Moniz: Uma terra que cativa

Situado na zona norte da ilha da Madeira, o município do Porto Moniz tem cerca de 3000 habitantes distribuídos por uma área geográfica de 80,40 km². O Porto Moniz só passou a estar ligado ao resto da ilha depois da 2.ª Guerra Mundial, quando foi construída a emblemática estrada que liga o Porto Moniz ao concelho de São Vicente. Esta estrada foi literalmente escavada na encosta e é ocasionalmente atravessada por quedas de água que vão de encontro ao mar. Esta é considerada uma das mais bonitas estradas da Madeira. Por questões de segurança, devido à queda de pedras, existem hoje túneis que encurtam a distância, mas que ainda permitem a passagem pelos locais mais emblemáticos da estrada.

O Porto Moniz deve o seu nome a Francisco Moniz, casado com uma neta de Gonçalves Zarco, que deu apelido ao porto e mais tarde este se estendeu aos terrenos próximos à localidade portuária.

As piscinas naturais do Porto Moniz são o ex-libris do concelho, que constitui uma grande atração turística. Este complexo balnear é constituído por piscinas formadas a partir de rochas vulcânicas com formas muito singulares, onde o mar entra naturalmente, proporcionando sempre águas frescas e límpidas.

Machico: Um município com grande significado histórico

Localizado na costa leste da ilha da Madeira, a aproximadamente 22 km do Funchal, este município tem um grande significado histórico. Foi aqui que desembarcaram Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, em 1419, quando descobriram a Madeira. Machico foi elevado a cidade a 2 de agosto de 1996 e conta com cerca de 20 mil habitantes distribuídos pelos seus 68 km2 de área.

Reza a lenda que, já há um século antes desta descoberta, Robert Machim e Ana d’Arfet tinham aqui encontrado refúgio. É da deturpação com o nome Machim que resulta o nome desta cidade. São cinco as freguesias que compõem este município: Água de Pena, Caniçal, Machico, Porto da Cruz e Santo António da Serra.

Ribeira Brava: Uma das localidades mais antigas

Localizado na costa sul, o concelho da Ribeira Brava tem uma área de cerca de 65,10 km2, onde estão distribuídos cerca de 13 375 habitantes. Localizado na costa sul, o concelho da Ribeira Brava tem uma área de cerca de 65,10 km2, onde estão distribuídos cerca de 13 375 habitantes. A Ribeira Brava foi elevada à categoria de vila a 26 de maio de 1928.

A sua principal atividade económica é a agricultura. Do cultivo das terras retira-se batata-doce, feijão, hortaliças, algum cereal, fruta e vinho. A igreja de São Bento, construída no século XV e situada na vila da Ribeira Brava, expõe magníficos painéis de influência flamenga, representando a Virgem e o Menino, São Bento e São Bernardo. São Bento é o orago da Ribeira Brava, por quem os habitantes expressam especial devoção. Na vila da Ribeira Brava é celebrada a 29 de junho uma das mais concorridas romarias da ilha em honra de São Pedro.

Santa Cruz: O lar do folclore madeirense

É neste concelho da costa leste, situado a cerca de 18 km da capital, que se localiza o Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo. Durante todo o ano são apresentadas, na Casa da Cultura de Santa Cruz – Quinta do Revoredo, várias exposições culturais que mostram obras de artistas regionais e de outros.  Para além de Santa Cruz, Camacha, Caniço, Gaula e Santo António da Serra são as freguesias que compõem este município.

A origem do nome da freguesia de Santa Cruz, que é hoje sede de concelho e de cidade, resultou de um tronco seco com duas braçadas em forma de cruz, encontrado na mata de loureiros no litoral sul. Esta freguesia tem cerca de 7224 habitantes (censos 2011). A igreja matriz de Santa Cruz foi mandada construir pelo rei D. Manuel I no inicio do século XVI,  em estilo manuelino com planta de 3 naves, semelhante à Sé do Funchal.

Santana: Reserva da Biosfera

O concelho de Santana, situado na costa norte da ilha da Madeira, tem uma área de 96,2 km², onde habitam cerca de 8 800 pessoas. Devido ao facto do concelho ter estado muito tempo inacessível por mar e terra, os seus habitantes preservaram caraterísticas que não sofreram influências exteriores. Um exemplo que advém deste isolamento é o estilo arquitetónico das suas casas típicas com teto coberto de colmo, mais conhecidas por “casinhas de Santana”.

O setor turístico é atualmente o principal recurso económico deste concelho. Aqui pode visitar o Parque Temático da Madeira e a Reserva Natural da Rocha do Navio.

O concelho de Santana recebeu em junho de 2011 a distinção de “Reserva da Biosfera” pela UNESCO, reconhecendo a riqueza de um ecossistema onde se procura conciliar a conservação da biodiversidade e o seu uso sustentável. Esta reserva integra uma componente terrestre, correspondente a toda a superfície emersa do município e ainda uma componente marinha, que apresenta uma grande diversidade de valores naturais e humanos, paisagísticos, ambientais e culturais singulares de interesse local, regional, nacional e internacional.

Em Santana encontra os Percursos pedestres da Biosfera que se estendem por mais de 120 km e possibilitam apreciar o vastíssimo património natural, contemplar o entorno paisagístico, desfrutar da natureza, conhecer a riqueza cultural dos lugares e envolver-se com a população local. Aqui encontra os percursos pedestres da Vereda do Pico Ruivo, Levada do Rei e Levada do Caldeirão Verde.

São seis as freguesias que fazem parte deste município: Arco de São Jorge, Faial, Ilha, Santana, São Jorge e São Roque do Faial.

Câmara de Lobos: Terra de pescadores

Câmara de Lobos é uma cidade sede de concelho e freguesia, situada na costa sul da ilha da Madeira. O concelho de Câmara de Lobos tem cerca de 35 000 habitantes distribuídos por uma área de 51,82 km².

O nome desta freguesia provém do facto de, na época da descoberta da ilha, ter sido avistada grande quantidade de lobos-marinhos naquela enseada que ainda hoje mantém a mesma configuração. Atualmente, estes animais surgem ocasionalmente apenas na costa sul da ilha, havendo uma colónia preservada nas Ilhas Desertas.

As principais atividades económicas da freguesia são a pesca, a agricultura – com destaque para a cultura do vinho -, o comércio, os serviços e a indústria.

Câmara de Lobos foi o primeiro local onde habitou João Gonçalves Zarco, o navegador que descobriu a ilha, entre 1420 e 1424. Esta foi a primeira povoação criada na Madeira pelo próprio João Gonçalves Zarco, sendo elevada a freguesia em 1430.

Esta terra de pescadores, que têm como principal especialização a pesca do peixe-espada preto, deve a sua fama aos pescadores que pintam a baía com os seus barcos pitorescos e bem caraterísticos – os «Xavelhas». O antigo primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, pintou este retrato excecional quando visitou a ilha a 8 de janeiro de 1950.

Além da freguesia de Câmara de Lobos, fazem parte deste concelho quatro outras freguesias: Curral das Freiras, Estreito de Câmara de Lobos, Jardim da Serra e Quinta Grande.

São Vicente: natureza e floresta abundante

O concelho de São Vicente situa-se na costa norte da ilha da Madeira e conta com cerca de 6000 habitantes distribuídos por uma área de 78,70 km².

São Vicente é uma região caraterizada pela natureza verde e floresta abundante, decalcada pelas forças vulcânicas e pela erosão nas suas bonitas encostas. Um dos símbolos mais representativos da pitoresca freguesia de São Vicente é a pequena capela construída dentro de uma rocha de basalto, na foz da ribeira que atravessa a vila.

As suas atividades económicas predominantes assentam nos setores primários e terciário, concretamente na agricultura e nos serviços, com realce para a atividade turística.

Tirando partido das caraterísticas geográficas do terreno, foi também construído um jardim com predominância das plantas endémicas. Este concelho apresenta ainda uma série de percursos pedonais, conjugados harmoniosamente com cursos de água.

O Núcleo Museológico Rota da Cal, situado nesta freguesia, é composto por um trajeto pedestre que leva cerca de 30 minutos, desde as pedreiras de extração calcária até ao museu.

A partir do Miradouro da Encumeada, na Ribeira Brava, temos magníficas vistas panorâmicas da cordilheira que atravessa a Madeira e de várias zonas de São Vicente, nomeadamente da Floresta Laurissilva.

Na freguesia de São Vicente encontramos uma extensa área da Floresta Laurissilva. A importância da Laurissilva deve-se tanto pela sua representação em termos de diversidade de espécies de flora e fauna como do respetivo estado de conservação. A Floresta Laurissilva foi classificada como Património Natural da UNESCO em 1999.

Porto Santo: Sossego e encanto

O Porto Santo é a segunda maior ilha da Região Autónoma da Madeira, com uma área de 42,48 km² habitada por 5 483 pessoas. O Porto Santo é uma ilha que tem dupla insularidade a sua capital é a Vila Baleira e constitui um Município de Portugal. Esta ilha fica situada no Oceano Atlântico, no sudoeste do continente europeu, a apenas 500 km da costa africana, a 1000 Km da Europa e a uma hora e meia de voo da cidade de Lisboa.

O início da história do Porto Santo está ainda envolto em mistério. A mais conhecida versão aponta para uma tempestade, em 1418, da qual fazem parte os marinheiros do Infante D. Henrique, João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz e Bartolomeu Perestrelo, que iam com outro destino quando foram surpreendidos por uma tempestade que os fez desviar do rumo inicial. Depois de horas e dias mal passados chegam a uma ilha que deram o nome de Porto Santo.

Uma outra versão, historicamente argumentada, aponta para tempos anteriores em que uma embarcação teria encontrado porto seguro na ilha, depois de uma violenta tormenta. Segundo esta versão, antes dos portugueses terem iniciado o seu povoamento já a ilha era denominada de Porto Santo. Este facto é constatado no chamado “Atlas Medicis”, de cerca de 1370.

 A ilha evidencia-se pela extensa praia de areia, com cerca de nove quilómetros. É uma linda praia de areia amarela e fina que contorna todo o litoral sul da ilha, entre o porto e a Calheta. Oferece sobretudo sossego e um encanto contagiante que não deixa indiferente quem a visita. Uma chamada de atenção para a temperatura da água do mar: é verdadeiramente temperada ao longo de todo o ano. O clima é seco e estável, com pouca variação térmica entre as estações, pelo que é normal fazer praia durante todo o ano.

Ponta do Sol: O concelho mais quente da ilha

Situada na costa sul da ilha, a Ponta do Sol é atualmente sede de concelho e tem cerca de 8.200 habitantes na sua área de 43,3 Km².  Este é considerado o concelho mais quente da ilha e onde o sol brilha durante maior número de horas.

A atividade económica assenta no sector primário, onde se destaca a agricultura, com predominância da produção de cana-de-açúcar e banana; a horticultura e a floricultura. Destaca-se ainda o comércio tradicional e a hotelaria. No concelho existe uma empresa de exportação de plantas.

Neste concelho situa-se o Paul da Serra, que se distingue por ser o único planalto existente na ilha da Madeira e por estar a uma altitude de 1500 m. Este local tem caraterísticas naturais únicas devido à sua extensão e localização, como núcleos de vegetação indígena, espécies faunísticas e aves migradoras. No Paul da Serra existem turbinas eólicas que produzem energia elétrica de forma não poluente.

Nesta localidade pode ainda visitar o cais da Ponta do Sol, a Lagoa do Lugar de Baixo e o Centro de Floricultura Subtropical.

Este município divide-se nas freguesias da Ponta de Sol, Canhas e Madalena do Mar.

Dejar respuesta

Please enter your comment!
Please enter your name here