Venezuela condena ataque contra lusodescendente primeiro-ministro de São Vicente e Grenadinas

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A Venezuela condenou ontem “energicamente” a violência ocorrida em 5 de agosto na cidade de Kingstown, em que o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, o lusodescendente Ralph Gonsalves foi ferido na cabeça com uma pedra.

“O Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, em nome do povo e do governo venezuelanos, condena energicamente os atos de violência ocorridos na quinta-feira, 5 de agosto, em que o nosso irmão primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, foi ferido nas proximidades do parlamento”, refere um comunicado do governo venezuelano.

No documento, divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores venezuelano, “a Venezuela destaca os princípios democráticos que têm caracterizado o povo ‘vicentino’ e faz votos para que tais situações lamentáveis não se repitam”.

“A República Bolivariana da Venezuela deseja ao Primeiro-Ministro Ralph Gonsalves uma rápida recuperação, reiterando ao mesmo tempo o seu compromisso inquebrantável de trabalhar para a preservação da paz na região”, concluiu o comunicado de Caracas.

Ralph Gonsalves, foi ferido na cabeça na quinta-feira ao ser atingido com uma pedra quando chegava ao parlamento, onde tinha lugar uma manifestação contra novas medidas restritivas de combate à covid-19.

Segundo a imprensa do arquipélago do sul das caraíbas, Ralph Gonsalves foi levado ao Hospital Memorial Milton Cato, o principal da cidade de Kingstown, a capital do país, onde foi assistido e onde se encontra em recuperação.

Os manifestantes protestavam contra a modificação da Lei de Saúde Pública local, para impor a obrigatoriedade dos funcionários públicos e de serviços sanitários se vacinarem contra a covid-19.

Ainda segundo a imprensa de São Vicente e Granadinas, teria sido detida uma mulher, alegadamente responsável pelo ataque contra o político lusodescendente.

Entretanto o presidente da Comunidade das Caraíbas (Caricom) e primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, condenou o ataque ao seu homólogo vicentino.

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