Venezuela exporta roupa com pastorinha de Fátima para Portugal

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A Venezuela concretizou a primeira venda internacional de peças de vestuário inspiradas na pastorinha de Fátima, Jacinta Marto, uma encomenda que chegará nas próximas semanas a Fátima, adiantou à Lusa o embaixador português em Caracas, Carlos de Sousa Amaro.

«As irmãs estão muito gratas porque o primeiro cliente foi em Portugal», disse o diplomata à agência Lusa, à margem de uma visita à Escola de Nossa Senhora do Encontro, em Loma Alta, no populoso bairro pobre de Petare, um dos maiores da América Latina.

A marca, Moda Jacinta, produz peças de vestir ‘únicas’ (de apenas um exemplar de cada desenho) criadas por missionárias de ABC Prodein e inspiradas na pastorinha de Fátima, Jacinta Marto, com as quais procuram vestir as venezuelanas de maneira elegante, mas conservadora, e ao mesmo tempo financiar projetos educativos e de assistência social para crianças e adultos em bairros pobres venezuelanos.

Em declarações à agência Lusa, Carlos de Sousa Amaro mostrou confiante de que «esta mensagem chegue também a outros portugueses porque é através das vendas que elas [missonárias] conseguem manter em funcionamento a escola e dar também instrumentos às mães, a crianças e meninos mais velhos, o que é muito importante neste momento, na crise que a Venezuela está a atravessar», explicou.

O diplomata referiu ainda que a escola que visitou é católica, «com religiosas que têm um grande amor à Nossa Santa Jacinta e aos três pastorinhos de Fátima».

«Fazem um belo trabalho de atenção a 840 alunos da localidade. É uma obra grande. Em meio da dificuldade, na Venezuela de hoje, conseguem dar uma refeição por dia aos alunos e também a muitos dos pais desses alunos», sublinhou.

Carlos de Sousa Amaro explicou ainda que já fez um apelo a portugueses ligados ao setor dos supermercados, que já se comprometeram em ajudar estas missionárias no trabalho que realizam.

Por outro lado, Romain Nadal, coordenador da visita e embaixador de França na Venezuela, explicou à agência Lusa que a sua representação diplomática abriu há dois anos um concurso «para apoiar iniciativas e projetos que mudam a vida quotidiana dos venezuelanos em todas as áreas, inclusive nos sectores económico, social, agrícola, de proteção dos direitos humanos e de igualdade de género».

«Recebemos mais de 300 propostas e entre elas a Moda Jacinta. É importante encorajar e apoiar estas mulheres de Petare, que querem trabalhar os têxteis para desenhar coleções de moda feminina», explicou Romain Nadal.

O diplomata explicou ainda que durante a visita à escola, assistiu, juntamente com o seu homólogo português, «a uma apresentação» da Moda Jacinta.

«Estas mulheres estão apenas a começar a sua primeira coleção, mas já venderam peças para Portugal, em Lisboa, por isso o embaixador de Portugal veio expressar o orgulho de Portugal de ser o primeiro cliente. Estas mulheres estão a exportar parte da sua produção, desenvolvendo já um modelo económico», frisou o diplomata.

«Hoje é um dia histórico, importante para nós e admiramos muito as mulheres de Petare», enfatizou Romain Nadal.

Por outro lado, a missionária Maria Inês Gradiero, explicou que a escola tem 840 inscritos e que os alunos concluem estudos como técnico médio em comércio e administração, menção informática.

Sublinhou também que o objetivo é que «possam superar-se, que saibam enfrentar as dificuldades».

«Temos uma devoção especial por Fátima e os três pastorinhos. O nosso fundador [padre Rodrigo Molina] andava sempre com um livrinho sobre as aparições da Virgem. A mensagem de Fátima é muito especial, uma profecia e uma missão», disse.

Explicou ainda que «quando Santa Jacinta estava muito doente, a Virgem apareceu-lhe e alertou que viriam modas que trariam muito pecado e ofenderiam a Deus e por isso Moda Jacinta promove a dignidade, o respeito e a valorização da mulher».

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