Venezuela no topo do estudo dos ecossistemas

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Todo o mundo fala de ambiente, mas parece passar por cima dos ecossistemas. Uma notícia que passou despercebida tem precisamente a ver com a primeira avaliação global de ecossistemas em ambientes terrestres, marinhos, aquáticos e cavernícolas, que pode estar terminada em 2025, utilizando as categorias e critérios de risco gerados a partir da Venezuela, e adoptados formalmente na Suíça pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), como um sistema para criar Listas Vermelhas de Ecossistemas.

Partindo da premissa de que não é mesma coisa classificar espécie por espécie e analisar os ecossistemas onde essas espécies habitam, este estudo mostra-se inovador em relação a outros, prevendo-se que seja publicada em 2015 a Lista Vermelha dos Ecossistemas Continentais da América, enquanto em 2020 cumpre-se o prazo para dar resposta às Metas de Aichi do Plano Estratégico para a Diversidade Biológica de 2011.

No que diz respeito a este plano, mais especificamente na meta 5, é assinalado que nessa altura “terá sido reduzido pelo menos para metade, e, onde seja possível, reduzir um valor próximo ao zero, o ritmo de perda de todos os habitats naturais, bosques incluídos, e ter-se-á reduzido de maneira significativa a degradação e a fragmentação.”

Inspirada na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, a Lista Vermelha de Ecossistemas fixou cinco critérios para medir o estatuto destes espaços e a sua biodiversidade associada, a saber: Redução na distribuição geográfica ao longo do tempo, distribuição geográfica restringida espacialmente e ameaçada, degradação ambiental baseada em variáveis abióticas (físicas), alterações de processos e interacções bióticas (seres vivos) e probabilidade de colapso de um ecossistema.

Dependendo do nível de risco ligado aos referidos critérios, os peritos irão listar os ecossistemas ameaçados nas seguintes categorias: Perigo Crítico, Em Perigo e Vulnerável, para além das categorias complementares Quase Ameaçada, Preocupação Menor, Dados Insuficientes, Não Avaliado e Em Colapso; esta última atribui-se a um ecossistema quando já desapareceu.

Sem dúvida que é uma maneira diferente de avaliar o dano ambiental que cada vez é mais notório no nosso ambiente, e que ajudará os cientistas a situar com maior facilidade possíveis soluções para o nosso problema ambiental.

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