Venezuela recebe mais 3,1 milhões de vacinas através do mecanismo Covax

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A Venezuela recebeu hoje um novo lote de 3,1 milhões de vacinas anti-covid-19, através do Fundo de Acesso Global para Vacinas Covid-19 (Covax), elevando para 8,9 milhões o total de doses recebidas através deste mecanismo.

As vacinas chegaram a Caracas num voo da empresa estatal venezuelana Conviasa e foram recebidas no Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía (norte de Caracas) pelo vice-ministro de Saúde da Venezuela, Gerardo Briceño.

«Estão a chegar 3,1 milhões de vacinas neste momento, adquiridas através do mecanismo Covax, com a ajuda dos companheiros da Organização Pan-americana da Saúde (OPS) e da UNICEF, para fortalecer o plano de vacinação em massa e de reforço, na Venezuela», disse Gerardo Briceño à televisão estatal venezuelana.

Segundo o vice-ministro de Saúde da Venezuela as doses de vacinas recebidas através do mecanismo global equivalem a «70% da aquisição» feita pelo Governo venezuelano através do Covax.

Em 08 de julho de 2021, o Covax anunciou que tinha recebido 120 milhões de dólares (101,3 milhões de euros) para o envio de 11,3 milhões de doses de vacinas para a Venezuela.

A Venezuela iniciou segunda-feira a aplicação da vacinação de reforço, ou terceira dose, das vacinas russa Sptunik V e chinesa Sinopharm, dando prioridade aos profissionais da saúde.

Segundo a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, uma vez vacinados estes profissionais, a terceira dose daquelas vacinas vai ser aplicada a idosos com mais de 60 anos e que tenham recebido a segunda dose há seis meses.

Entretanto, o ministro venezuelano da Saúde, Carlos Alvarado, afirmou que, a partir de fevereiro, os venezuelanos com mais de 18 anos de idade poderão apresentar-se nos centros de vacinação para que lhes seja aplicada a vacina de reforço.

Segundo o Governo, atualmente 92% da população da Venezuela está vacinada.

Desde março de 2020 que a Venezuela está em confinamento preventivo, por causa da covid-19, aplicando um sistema de sete dias de flexibilização, seguidos de sete dias de confinamento rigoroso.

Nos meses de novembro e dezembro, a quarentena foi declarada flexível, devido à realização de eleições municipais e regionais, e também devido à época natalícia.

A Venezuela deverá retomar o confinamento rigoroso a partir de 10 de janeiro de 2021.

Desde o início da pandemia, a Venezuela contabilizou 5.335 mortes e 445.082 casos da doença, de acordo com dados oficiais.

A covid-19 provocou 5.448.314 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.015 pessoas e foram contabilizados 1.460.406 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde de hoje.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em diversos países.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

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