Venezuelanos aproveitaram greve-geral para se abastecerem de produtos que escasseiam

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AGÊNCIA LUSA

Os supermercados de Caracas registaram durante a tarde de hoje uma inusitada afluência de clientes, que aproveitaram a greve geral convocada pela oposição venezuelana para fazer compras de produtos básicos que escasseiam na Venezuela.

Além da afluência aos supermercados, as estradas da capital venezuelana registaram os congestionamentos habituais e muitos estabelecimentos tinham as portas abertas, ao contrário do que aconteceu durante a manhã, quando houve pouco trânsito, ruas com pouca gente e lojas encerradas.

“Estou na fila para comprar arroz, maionese e sabão em pó. São coisas que necessitamos, difíceis de conseguir e que estão a vender a duas unidades por pessoa”, disse a portuguesa Guilhermina de Abreu, 60 anos, à Agência Lusa.

Na fila de um supermercado da cadeia Central Madeirense (propriedade de portugueses radicados na Venezuela) e mais preocupada em conseguir produtos do que com a greve geral, Guilhermina de Abreu disse não ter “tempo para politiquices”, queixando-se no entanto que “mesmo as coisas que o Governo traz (importa diretamente) estão a preços exageradamente altos”.

Em La Florida, na sucursal da rede de supermercados Luvebras, dezenas de pessoas faziam fila para comprar dois quilos de arroz, cuja venda estava limitada apenas aos clientes cujo bilhete de identidade termina em 8 e 9.

Algumas pessoas queixavam-se de lentidão no sistema de leitura e validação de impressões digitais instalado nas caixas registadoras, de uso obrigatório para quem quer comprar.

Várias zonas de Caracas apresentavam também, ao final da manhã, grande afluência junto de camiões carregados de verduras e vegetais trazidos diretamente dos campos, que tradicionalmente permitem à população comprar a preços um pouco mais económicos do que nos supermercados.

Um comerciante português proprietário de um pequeno restaurante explicou à Lusa não estar de acordo com a convocatória de greve feita pela oposição, recordando que “em 2002 fizeram uma greve (contra o falecido Presidente Hugo Chávez, que governou entre 1999 e 2013), que depois foi-se prolongando até 15 dias, durante a qual muitos comerciantes faliram e não houve resultados positivos”.

Pedindo para não ser identificado, explicou que conhece vários comerciantes que abriram as portas mais tarde que o habitual, porque os empregados demoraram a chegar.

A oposição venezuelana convocou para hoje uma greve-geral, de 12 horas, em protesto contra o cancelamento, por via judicial, do processo de lançamento de um referendo sobre a destituição do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Na fila de um supermercado da cadeia Central Madeirense (propriedade de portugueses radicados na Venezuela) e mais preocupada em conseguir produtos do que com a greve geral, Guilhermina de Abreu disse não ter “tempo para politiquices”, queixando-se no entanto que “mesmo as coisas que o Governo traz (importa diretamente) estão a preços exageradamente altos”.

Em La Florida, na sucursal da rede de supermercados Luvebras, dezenas de pessoas faziam fila para comprar dois quilos de arroz, cuja venda estava limitada apenas aos clientes cujo bilhete de identidade termina em 8 e 9.

Algumas pessoas queixavam-se de lentidão no sistema de leitura e validação de impressões digitais instalado nas caixas registadoras, de uso obrigatório para quem quer comprar.

Várias zonas de Caracas apresentavam também, ao final da manhã, grande afluência junto de camiões carregados de verduras e vegetais trazidos diretamente dos campos, que tradicionalmente permitem à população comprar a preços um pouco mais económicos do que nos supermercados.

Um comerciante português proprietário de um pequeno restaurante explicou à Lusa não estar de acordo com a convocatória de greve feita pela oposição, recordando que “em 2002 fizeram uma greve (contra o falecido Presidente Hugo Chávez, que governou entre 1999 e 2013), que depois foi-se prolongando até 15 dias, durante a qual muitos comerciantes faliram e não houve resultados positivos”.

Pedindo para não ser identificado, explicou que conhece vários comerciantes que abriram as portas mais tarde que o habitual, porque os empregados demoraram a chegar.

A oposição venezuelana convocou para hoje uma greve-geral, de 12 horas, em protesto contra o cancelamento, por via judicial, do processo de lançamento de um referendo sobre a destituição do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

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